Objetivo cultural!

Este blog é um projeto experimental de Ação Cultural de nós alunos de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que busca promover a interação das pessoas com a biblioteca, mostrando que esta não é só um espaço organizado de livros catalogados, mas também um espaço onde cultura, informação e conhecimento se encontram.






EXPOSIÇÃO DO MANIFESTO!

O MANIFESTO NOSSO ESTÁ EXPOSTO NO MURAL DA BIBLIOTECA!



CONFIRAM!








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Biblioteca duvidosa

Posted by Aruana Marcadores: , ,

O escritório de livros estourados
pelo tempo da traça e da leitura
pelas estantes que os regurgitam
ou que os engolem, crus, sem abrir
retrata o que vai por dentro
da cabeça do escrito, entre ler,reler
interromper, não ler, esquecer, perder.
Mas arrumá-los a metro, bibliotecaria-
mente, com todas as lombadas certas
por assunto, sabor e peripécia
desfazendo as pilhas de autores sortidos
o retrato do que vai por dentro
do escritório e do escritor
não seria vazio, de faz de conta, findo?

Por Armando Freitas Filho

História verídica

Posted by Manifesto! Marcadores: , ,

Hoje, 17/05/2010. Estava a andar do trabalho para o estudo, e me deparei com ele, o Antonio embaixo do vão do MASP . Não o conheço (conhecia) e então me ofereceu sua poesia em troca de moedas, eis a minha tristeza, não tenho um trocado, só papéis rasgados. E fui embora até 50 metros, pensei, olhei, voltei e disse:
-Não tenho troco mas tenho um blog: manifesto nosso, publique sua poesia.
Antonio: - Não, não me dou com essas coisas, leve este panfleto, (do qual cobrava um troco) e o publique pra mim.
Como boa futura bibliotecária (ao menos tento) fui buscar com minhas ferramentas de busca aprendidas no curso, seu nome, sua poesia, e então minha surpresa: uma matéria em http://arteanonima.zip.net/ (COM FOTO, ERA ELE!), deste então poeta de rua! e ai vai minhas congratulações a ele publicando sua poesia:

Cores
O verde e o vermelho anunciam;
A vida é uma piada nua;
A palavra, um calvário enfeitado
Serei cego da língua:
Precisamos dessas linhas?
Quero uma comparsaria:
Agarrar um deserto numa flor;
Revelar a cor, o detalhe,
O vento extrovertido
Ou o copo do leço perdido;
Pois a palavra mundo não gira,
A cor é um planeta girando,
Um ponteiro perdido que gira.

O nome da flor
Perto de uma flor sem nome
Vi outras flores sem nome
Não ter nomes, eu sabia
Era apenas não ter nomes.
Eu não sabia o nome do nome
Não sei os nomes do homem
Assim não importam os nomes
Das flores que eu sabia

Por Antonio Luiz Junior (Tony)
p/ contato:tonyluiz1956@hotmail.com